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Reforma Tributária em 2026: o que muda na prática e como as empresas devem se preparar

  • Foto do escritor: Audcont Gestão Contábil
    Audcont Gestão Contábil
  • 5 de jan.
  • 4 min de leitura

O ano de 2026 marca o início efetivo da transição da Reforma Tributária no Brasil, representando uma das maiores mudanças no sistema de arrecadação das últimas décadas. Embora a substituição completa dos tributos ocorra de forma gradual até os próximos anos, 2026 já exige adaptação imediata das empresas, especialmente no âmbito contábil, fiscal e operacional.


A proposta central da Reforma Tributária é simplificar o sistema, reduzir distorções e tornar a tributação mais transparente. No entanto, essa simplificação estrutural vem acompanhada de novas regras, novos tributos e maior rigor no controle fiscal, o que exige planejamento e acompanhamento técnico especializado desde o início da transição.


1. Criação da CBS e substituição de PIS e Cofins

A partir de 1º de janeiro de 2026, entra em vigor a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que substituirá gradualmente o PIS e a Cofins no âmbito federal. Em 2026, a CBS passa a ser aplicada em fase de testes, com destaque obrigatório nas notas fiscais, mesmo que a cobrança integral ainda não esteja em vigor.

A CBS adota o modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), o que muda completamente a lógica de apuração. Nesse modelo, as empresas passam a ter direito a créditos financeiros mais amplos, relacionados às aquisições de bens e serviços utilizados na atividade empresarial, reduzindo a cumulatividade que existia no sistema anterior.


Essa mudança exige ajustes na escrituração contábil, revisão de cadastros fiscais, classificação correta de operações e atenção redobrada na emissão de documentos fiscais.


2. Introdução do IBS e o novo modelo de tributação sobre consumo

Outra mudança estrutural que começa em 2026 é a implementação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que futuramente substituirá ICMS e ISS. Assim como a CBS, o IBS também será testado em 2026, com alíquotas simbólicas e destaque obrigatório nos documentos fiscais.

O IBS representa uma quebra significativa do modelo atual, pois:

  • Unifica tributos estaduais e municipais

  • Padroniza regras de incidência

  • Reduz disputas fiscais entre estados e municípios


Para as empresas, isso significa maior padronização, porém também maior fiscalização eletrônica, já que o sistema será totalmente integrado e baseado em dados digitais.


3. Convivência entre o sistema antigo e o novo

Um dos maiores desafios de 2026 é a convivência simultânea de dois sistemas tributários. Durante o período de transição, as empresas continuarão recolhendo tributos do modelo atual, enquanto passam a informar, testar e adaptar-se ao novo sistema da CBS e do IBS.

Isso impacta diretamente:

  • Sistemas de ERP

  • Rotinas fiscais

  • Conferência de notas fiscais

  • Apuração contábil

  • Obrigações acessórias

Erros nessa fase podem gerar inconsistências, autuações futuras e perda de créditos, tornando o acompanhamento contábil ainda mais estratégico.


4. Impactos para MEI e Simples Nacional

Embora o MEI e o Simples Nacional sejam regimes diferenciados, eles não ficam fora da Reforma Tributária. Em 2026, esses regimes continuam existindo, porém passam a operar integrados ao novo modelo, com redistribuição interna dos tributos pagos no DAS.

Além disso, a tendência é de:

  • Maior cruzamento de dados entre Receita Federal, estados e municípios

  • Fiscalização mais automatizada

  • Monitoramento constante da regularidade fiscal

A inadimplência, atrasos e erros cadastrais tendem a ser identificados com mais rapidez, aumentando os riscos para empresas que não mantêm organização contábil adequada.


5. Maior transparência e fiscalização eletrônica

A Reforma Tributária traz como pilar a transparência tributária, exigindo que os tributos sejam claramente destacados nas operações. A partir de 2026, o Fisco passa a contar com informações mais detalhadas, integradas e padronizadas, o que amplia o poder de fiscalização.

Na prática, isso significa:

  • Menor margem para erros ou informalidade

  • Maior importância da escrituração correta

  • Necessidade de dados consistentes e atualizados

Empresas que não se adaptarem desde o início podem enfrentar autuações, multas e dificuldades de regularização no futuro.


6. A importância do planejamento tributário na transição

Com tantas mudanças estruturais, o planejamento tributário deixa de ser opcional e passa a ser essencial. A forma como a empresa se organiza em 2026 pode influenciar diretamente sua carga tributária futura, aproveitamento de créditos e segurança fiscal nos próximos anos.

Decisões como:

  • Enquadramento correto

  • Revisão de processos

  • Organização documental

  • Escolha de fornecedores e operações

passam a ter impacto direto no novo modelo tributário.


  • Por que contar com uma contabilidade especialista faz toda a diferença


Diante de um cenário tão complexo e transformador, contar com uma empresa de contabilidade especializada em Reforma Tributária, MEI e Simples Nacional não é apenas um diferencial — é uma necessidade estratégica.


Nossa contabilidade atua de forma preventiva, consultiva e atualizada, acompanhando de perto todas as mudanças da legislação, orientando nossos clientes desde a fase de transição em 2026 até a consolidação do novo sistema tributário.


Ajudamos empresas a evitar riscos fiscais, manter a regularidade perante a Receita Federal e se posicionar corretamente para o futuro, garantindo segurança, organização e tranquilidade para que o empresário possa focar no crescimento do seu negócio com confiança.

 
 
 

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