Salário mínimo em 2026: o que muda e quais são os impactos.
- Audcont Gestão Contábil

- 6 de jan.
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O salário mínimo brasileiro passará por um novo reajuste a partir de 1º de janeiro de 2026, sendo fixado em R$ 1.621 mensais. O aumento representa uma alta de cerca de 6,8% em relação ao valor vigente em 2025 e segue a política oficial de valorização do piso nacional, que combina a reposição da inflação medida pelo INPC com um ganho real atrelado ao crescimento do PIB, respeitando os limites estabelecidos pelo novo arcabouço fiscal.
Pelas regras atuais, o crescimento real do salário mínimo está limitado a até 2,5% ao ano, mesmo que a economia apresente desempenho superior. Essa restrição foi adotada como forma de equilibrar a valorização da renda dos trabalhadores com a necessidade de controle das despesas públicas, já que o salário mínimo serve como referência para diversos gastos obrigatórios do governo.
O impacto do reajuste é amplo. Estima-se que mais de 60 milhões de brasileiros sejam direta ou indiretamente beneficiados, incluindo trabalhadores formais, aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais. Além disso, o aumento deve injetar bilhões de reais adicionais na economia ao longo de 2026, fortalecendo o consumo das famílias de menor renda e setores como comércio e serviços.
O novo valor também influencia benefícios previdenciários e trabalhistas, como aposentadorias do INSS, Benefício de Prestação Continuada (BPC), seguro-desemprego, abono salarial e contribuições do Microempreendedor Individual (MEI), que são calculados com base no salário mínimo.
Apesar dos avanços, especialistas e entidades sindicais destacam que o valor ainda está distante do chamado “salário mínimo ideal”, calculado por instituições como o Dieese, que considera o custo real de vida das famílias brasileiras. O debate sobre a valorização do piso nacional, portanto, permanece no centro das discussões econômicas e sociais do país.
Em síntese, o salário mínimo de 2026 reflete o esforço do governo em preservar o poder de compra da população mais vulnerável, ao mesmo tempo em que busca manter a sustentabilidade fiscal, em um cenário de desafios econômicos e sociais contínuos.

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